Por que nem todos sentem o cheiro de barata?

Você já ouviu alguém falar sobre o cheiro inconfundível de barata e ficou sem entender do que se tratava? Pois é, você não está sozinho. Enquanto algumas pessoas conseguem identificar esse odor peculiar com facilidade, outras passam batidas, mesmo quando estão no mesmo ambiente. Descubra o que está por trás dessa diferença curiosa na percepção olfativa.

O papel da trimetilamina no cheiro de barata

O que muitos descrevem como o “cheiro de barata” tem uma explicação científica. A responsável por esse odor é a molécula trimetilamina, que é liberada naturalmente pelas baratas. Curiosamente, essa mesma substância também pode ser encontrada em peixes, o que explica a semelhança do cheiro com o de peixe estragado ou comida em decomposição.

Como o olfato humano detecta a trimetilamina

Quando a trimetilamina é liberada, suas moléculas voláteis chegam até o epitélio olfativo, localizado no alto da cavidade nasal. Lá, elas se ligam a receptores específicos, que por sua vez enviam sinais elétricos ao bulbo olfatório e ao córtex olfativo. Essas regiões do cérebro são as responsáveis por interpretar cheiros, além de estarem ligadas a memórias e emoções.

Fatores que influenciam a percepção olfativa

Não é apenas uma questão de genética. Vários fatores podem influenciar a capacidade de uma pessoa sentir o cheiro de barata. Mulheres em fase fértil e pessoas mais jovens, por exemplo, tendem a ter uma sensibilidade olfativa mais aguçada. No entanto, há quem não perceba o odor devido a condições como desvio de septo, pólipos nasais ou inflamações crônicas, que podem bloquear o caminho do cheiro até os receptores olfativos.

Adaptação e limiar olfativo

Outro ponto interessante é a adaptação a ambientes infestados. Pessoas que convivem frequentemente com baratas podem desenvolver uma espécie de “tolerância” ao cheiro, reduzindo sua capacidade de percebê-lo. Além disso, cada indivíduo tem um limiar olfativo diferente, o que significa que a quantidade mínima de moléculas necessária para que o cheiro seja detectado varia de pessoa para pessoa.

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Última Atualização: 4 de novembro de 2025